Sobre o que realmente importa

Este ano tem sido cheio de períodos áridos, parece que Deus orquestrou a minha vida para que eu encontrasse em 2012 o momento de confrontar todos os fantasmas que me assombraram a vida inteira. Está sendo um ano árido, mas ao mesmo tempo a faxina tem sido boa: tenho a certeza de que daqui não levarei nada além do que eu realmente preciso para viver.

Às vezes me sinto muito mal com tudo o que tenho vivido. Principalmente porque acho que minhas vicissitudes têm trazido duvidas e vicissitudes para quem está ao meu redor. Minhas dúvidas, infelicidades e passos em falso não deveriam servir de duvidas, infelicidades e passos em falso para ninguém. Acho que o mundo está precisando mesmo de terapia...

Hoje, com tudo o que tenho sofrido, a única coisa que tenho muito clara para mim é que a bagagem que carrego comigo é bem mais leve e menor do que a que eu vinha carregando antes. Apesar dos pesares, tenho conseguido respirar fundo ultimamente e sentir o ar entrar e sair mais tranquilo de dentro de mim. Sempre que olho para minha bagagem interior e olho para o armário para buscar itens para carrega-la eu me pergunto: o que realmente importa?

Em minha bagagem hoje carrego o mais honesto, desapegado, descompromissado e incondicional amor por aqueles que amo. Às vezes vejo as pessoas falarem que amam umas às outras, mas não sei se é esse o tipo de amor que elas sentem. Muitas vezes é amor mais idealizado, rebuscado, poético... eu não... aprendi que amor é mais simples. Amar alguém de fato é não olhar para os detalhes chatos, é saber acima de tudo relevar. O que realmente importa é o porquê de aquela pessoa ter merecido inicialmente o seu amor. O resto é incondicional. Muita gente vai ler isso aqui e dizer que amor incondicional é balela. Pois eu digo o seguinte: é fácil demais amar a perfeição, a idealização. Difícil mesmo é amar qualidades e defeitos.

O que mais carrego em minha bagagem? O perdão. Coisa impressionantemente complicada nesta vida é o tal do perdão. Mas não estou dizendo de perdoar o outro porque ele pisou na bola com a gente. Isso é nobre e necessário. Mas o mais desafiador de fato é perdoar a si mesmo. Se muitas vezes nos mostramos cruéis juízes de causas alheias, imaginem só como somos capazes de sermos juízes e algozes de causas nossas? 

Outro item imprescindível na minha bagagem é a paciência. Não adianta, às vezes o outro não é capaz de nos dar o que queremos naquele momento. E nesta hora, podemos ou procurar o que precisamos em outros cantos, ou nos nutrirmos de amor e caridade para entender o tempo e o coração de cada um. Paciência é a alma do negócio.

Resumindo, para mim hoje o que importa é o amor e a companhia daqueles que amo. Minha família é minha base, meu sustentáculo, meu exemplo e meu amor. Por meus pais, minha irmã e meu marido faço as maiores e mais complexas loucuras de amor. Isso, porque este ano aprendi que deste mundo não levamos nada e o que fica é aquilo que somos capazes de deixar impresso nas almas daqueles que queremos bem. Pois é... o que realmente importa é bem mais simples do que parece. Não pesa nada, e cabe em qualquer espacinho, portanto, não tem desculpa para ser deixado para trás.

Comentários

adorei seu post! concordo com muita coisa! amei a parte "Pois eu digo o seguinte: é fácil demais amar a perfeição, a idealização. Difícil mesmo é amar qualidades e defeitos.". E a paciência e tolerância são realmente muito importantes... Como adolescente, minha bagagem ainda é pequena, mas espero aprender muita coisa boa ainda. Se você quiser, visite meu blog! obrigada :)

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