Violências

Acabo de assistir aqui na TV uma matéria sobre uma mãe que encorajou a filha a continuar batendo em uma colega numa briga na porta da escola (http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1306212-5605,00.html).
As meninas são adolescentes, e brigavam por causa de um namorado. A mãe não deixava que ninguém separasse a briga e ainda dizia “mete um chute na cara do jeito que eu te ensinei” ou ainda “ninguém vai separar nada não, a filha é minha e ela está resolvendo!”.
Fiquei estarrecida. Vivemos em um momento cheio de violência no mundo. De um lado bombas estourando em países em guerra, de outro, traficantes alvejando carros da polícia com tiros, de outro a violência doméstica destruindo lares, e no meio de tudo isso, nós encontramos ainda pais que incentivam os filhos a brigar na escola.
A mãe declara que não criou filho para apanhar na rua. Essa frase solta pode ser até interpretada de forma positiva. No entanto a mãe complementa dizendo que se a menina não apanhasse na rua apanharia em casa (obviamente por não ter batido na colega).
Acredito que todos devem aprender a se defender na vida. No entanto esse ato de autodefesa não pode significar um elogio à violência. Às vezes ignorar um chamado para uma briga é a melhor defesa que nós temos em nosso favor, e é isso que um pai e uma mãe precisam ensinar a um filho.
O conselho tutelar diz que essa mãe pode perder a guarda da filha. Aliás, ela não deve perder só a filha, mas também o emprego, já que ela é monitora do transporte escolar da prefeitura (o que piora ainda mais a questão, já que essa pessoa deveria dar bons exemplos para os alunos).
Não quero ficar aqui mais tempo gastando meu latim... O que penso freqüentemente é o quanto existem pessoas que não nasceram para serem pais e mães. Essa é uma responsabilidade muito grande que tem sido assumida por pessoas que, embora sejam adultas, não saíram ainda da sua adolescência e se colocam no mesmo nível de imaturidade dos filhos. Mais uma triste constatação em um mundo frágil de valores, respeito e educação...
Até a próxima!

Comentários

Renan Sparrow disse…
Como pai eu acho que separaria a briga.
Mas não gostaria de ver meu filho numa briga :S

www.renansparrow.blogspot.com
Mary Joe disse…
Querida, sou mãe, e confesso... as vezes dá sim vontade de bater nos coleguinhas... quando batem em nossos filhos.

Mas aí acordo e lembro que sou adulta, e eles diferentes de nós, ainda estão aprendendo a lidar um com o outro.

Entaõ, jamais, mas jamais mesmo incitaria alguma das meninas a brigar.

Acho que a vida já é de per si complicada demais, para trazermos a violência para tão perto.
Que Deus abençõe esses pais e suas crianças.

Beijokas
Mary Joe

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