A Fonte da Juventude

Esse Blog passou o fim de ano às traças, mas vamos ver se agora o engreno de vez.

Iniciei na semana passada mais uma empreitada em minha vida: comecei minha segunda graduação. Sim... A essa altura do campeonato, quatro anos depois de eu ter me tornado bacharel em jornalismo, ao invés de procurar uma pós-graduação, cá estou eu de volta à universidade estudando Relações Públicas. Ao menos é animador pensar que não serão mais quatro difíceis anos de faculdade como da primeira vez. Agora eu consegui a modesta dispensa de dezesseis disciplinas do curso, o que faz com que eu esteja no quarto período de RP, com ainda dois anos de curso pela frente.

Se me perguntarem: mas por que você resolveu isso agora? Eu respondo dizendo que quero complementar a minha formação de jornalista com uma formação mais específica de Relações Públicas. Faz sentido. No entanto percebo que ainda estou um pouco confusa com essa pergunta aqui na minha cabeça. Às vezes sinto como se tudo isso não passasse de uma enorme regressão na minha vida, mas às vezes sinto que isso pode também significar uma enorme renovação.

No meu primeiro dia de aula me senti velha. Uma cabeça mais madura, centrada, bem diferente daquela cabecinha que oito anos antes entrava pela primeira vez na faculdade de jornalismo. Nada de cabeça sonhadora, idealista... Oito anos são suficientes para que a gente conheça alguns dos percalços da vida.

Após a primeira aula, primeira lição prática aprendida: maturidade profissional e pessoal fazem toda a diferença. Senti-me um peixe fora d’água ao perceber que eu não tinha problemas para me articular dentro dos assuntos tratados nas aulas, mesmo sem ter lido nada especificamente a respeito deles. Senti também um grande vácuo nas cabeças de alguns dos meus colegas, que nem mesmo entendiam as razões que eles tinham para estar ali dentro de sala. Eles são pessoas novas, meio perdidas, com a vida toda pela frente, e embora elas ainda não tenham percebido completamente, cheias de potencial.

Sai da sala após o primeiro dia de aula conversando com Carine, professora e coordenadora do curso. Eu estava com dúvidas relativas às matérias eliminadas e também com dúvidas a respeito do andamento do curso. Acho que talvez ela tenha percebido um pouco além das minhas dúvidas e dividiu comigo a experiência que ela mesma está vivendo: a segunda habilitação. Ela também se lembrou dos tempos em que estava no primeiro curso e que tinha colegas mais velhos do que o restante da turma. Carine nesse momento me fez enxergar o outro lado da moeda, o lado renovador, e porque não dizer, rejuvenescedor do segundo curso universitário. Ela contou que nos agradecimentos na formatura uma das colegas, que era mais velha do que o restante da turma, disse que os colegas mais novos tinham feito com que ela ficasse mais jovem.

Guardei essas palavras daquele dia com grande simpatia, primeiro pelas experiências divididas e segundo porque elas me direcionaram para uma forma diferente de enxergar o curso. Aos poucos o medo da regressão tem se tornado cada vez mais um sentimento de renovação, como se todas as vezes que eu assisto a uma aula, eu esteja bebendo um pouquinho da água da fonte da juventude. E quer saber, cá entre nós: nada melhor do que ser jovem novamente com a maturidade adquirida ao longo dos anos em que havíamos deixado de ser jovens. Hummmm... bem... mas será que isso vai dar certo?

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